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O que esperar da Black Friday, segundo grandes varejistas

Há quem já está em clima de Black friday desde o início da semana fazendo promoções imperdíveis ao consumidor. E há também aqueles que estão nos últimos preparativos, só aguardando a sexta-feira mais importante para o varejo mundial.

Seja qual for a forma como sua loja está lidando com o evento, já deve ter ficado claro que este ano será diferente em vários aspectos, seja na forma como o consumidor estará lidando com as promoções, quais serão suas prioridades ao fechar negócio e até a grande parcela de varejistas entrantes no mundo digital.

Se você está se perguntando o que esperar desta Black Friday, irá gostar de saber alguns dados e tendências para o varejo online na data. Estes dados foram apresentados na Temporada Black Friday, que contou com diversos profissionais da indústria e varejo.

Neste artigo vamos falar sobre algumas das perspectivas mais interessantes sobre a Black Friday 2020, segundo os estudos do Google e grandes varejistas.

A participação do setor de e-commerce na Black Friday

Com as adversidades que passamos este ano por conta da pandemia, as pessoas precisaram adotar formas diferentes de viver seus dias, adaptando suas rotinas e encontrando meios alternativos para fazer tarefas comumente presentes no dia-a-dia, mas que antes eram exclusivamente feitas presencialmente.

Esta adaptação se estendeu até a forma como as pessoas consomem produtos, o que resultou no protagonismo do e-commerce no varejo total. Nos primeiros meses do ano, o segmento representou cerca de 12,6% do comércio varejista, grande parte desse protagonismo veio pelo cenário de pontos físicos fechados somando a uma nova tendencia de consumo das pessoas, o que resultou nos últimos 12 meses a participação do setor correspondendo a 7,1%.

Por falar em nova tendência de consumo, não é difícil saber sobre a transformação digital que muitas empresas precisaram passar para se adaptarem ao mercado. Acontece que a transformação digital também aconteceu para os consumidores, de acordo com dados apresentados pelo Rodrigo Chamorro (Gerente de insights de Varejo do Google Brasil) chegaram a 7.3 milhões novos e-shoppers, ou seja, pessoas que experimentaram pela primeira vez comprar online.

Quando falamos de e-shoppers vemos um crescimento não só de novos entrantes como também um aumento significativo de compras realizadas por pessoas que já tinham o costume de consumir online. De acordo com os dados apresentados, 54% das pessoas pesquisadas estão comprando mais online agora, além disso, 38% estão comprando itens que costumavam comprar na loja física, o que contribui para no crescimento de busca por categorias antes menos comuns, como alimentos e bebidas, itens de saúde/cuidados e itens de higiene pessoal.

Para a Black Friday são esperados comportamentos interessantes no consumo de algumas categorias. Por exemplo, na categoria de móveis e decoração, que vem demonstrando picos acima dos da black friday de 2019. Isso se deve ao momento de ajustes, onde as pessoas procuram formas de melhorar seus ambientes e ter mais conforto.

Já categorias de alta procura em edições anteriores como TV e vídeo, telefonia e eletrodomésticos, é esperado que apresente picos abaixo da edição do ano passado, isso porque o consumidor está realizando compras muito mais racionais.

E por fim, categorias que não se encontravam nas buscas nas Black friday anteriores, estão começando a ter procuras expressivas, como é o caso da categoria de alimentos/bebidas e grocery.

Podemos observar que esta Black friday terá uma diversidade maior de procuras e necessidades do consumidor. Com os novos hábitos de compra online, empresas que já se consolidaram e empresas que entraram a pouco tempo no segmento online (isso mesmo, 52% dos e-shoppers compraram online em lojas que não compraram antes), terão grandes oportunidades em vendas.

A experiência de compra online esperada na Black Friday

Mesmo com a retomada gradual do ponto físico, o setor de e-commerce mantém o crescimento e isso se deve ao fato de que o varejo físico está perdendo seus aspectos de imersão (de poder tocar e sentir o produto, ter um contato direto com pessoas e marca, e etc.) pelo fato de que as pessoas estão preocupadas com a segurança, o que nos leva as expectavas com a experiência de compra online.

Fazendo um, comparativos entre os motivos de comprar online em períodos pré-pandemia e em pós-pandemia, conseguimos observar que as motivações mudaram, bem como o que se espera da experiência de compra em cada um dos canais, seja físico ou online.

As compras online no pré-pandemia eram sinônimo de praticidade e conveniência, as compras eram racionais e mais pensadas. Já as compras no comércio físico, era sinônimo de compras mais imersivas e emocionais, o que muda no cenário de pós-pandemia, onde se transforma em algo mais rápido, com menos contato com produtos e ambiente não conseguindo resgatar o valor simbólico emocional.

As motivações de compras online se tornaram mais exigentes, com novas pessoas chegando no e-commerce. Grande parte nos novos usuários esperam uma experiência mais parecida com a loja física, além de esperar encontrar mais diversidade e categorias.

As expectativas de quem irá comprar online nessa Black friday está principalmente vinculada a busca por mais praticidade, uma experiência mais imersiva e multicanal. Com possibilidade de retirar na loja, drive thru, realizar reservas de produtos ou soluções que tornem a experiência mais prática.

Outra forma de evitar ansiedade e incertezas na hora da compra, é possuir conteúdos ricos sobre os produtos da sua loja. Um estudo realizado pelo Google mostra que as buscas por unidade vendida duplicaram no segundo trimestre. Vale a pena investir na atualização das descrições, inserir diversidade em conteúdo para que o usuário não precise sair do seu domínio para pesquisar mais sobre sua possível compra (e acabar optando pela concorrência).

Além disso, o usuário está atento aos protocolos anti-covid, quais procedimentos que a marca está realizando em seus processos internos e logísticos. Por isso, vale a pena investir em uma comunicação focada na minimização de risco e entender o que é importante para cada consumidor.

Com isso, já deu para entender que o que se espera da Black Friday de 2020 é uma participação maior do comércio online, com usuários com necessidade diversas e expectativas focadas na experiência de compra e comunicações que confirmem os protocolos anti-covid adotados pelas marcas.

E aí, o que você espera desta Black friday? Conta aqui nos comentários.

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